quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SUICÍDIO - PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA MUNDIAL E TAMBÉM BRASILEIRO

No Brasil, em 20 anos, o número de mortes por suicídio cresceu 1.900% na faixa etária de 15 a 24 anos. Representa a terceira principal causa de morte de pessoas em plena vida produtiva. As conseqüências atingem também a família. Pesquisas mostram que cada morte afeta - profundamente e por tempo prolongado - pelo menos cinco pessoas.

Em termos mundiais , nos últimos 40 anos, as taxas de mortalidade por suicídio subiram cerca de 60%. Nada menos do que um milhão de pessoas morrem por ano por essa causa - uma morte a cada 40 segundos .

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizam que haverá mais de 1,5 milhão de vidas perdidas por esse motivo em 2020, representando 2,4% de todas as mortes. A OMS também registrou que permanece a tendência de crescimento das mortes entre os jovens, especialmente nos países em desenvolvimento.

Diante da gravidade do assunto, o tema há alguns anos passou a integrar as políticas de saúde pública em diversas partes do mundo. Com a criação de programas de prevenção, países como os Estados Unidos já estão conseguindo reduzir o número de casos.

O suicídio representa um sério problema de saúde pública. Em termos globais, a mortalidade aumentou 60% nas últimas quatro décadas. Nesse período, os maiores coeficientes desta causa de morte migraram da faixa mais idosa da população para a mais jovem.

Na maioria dos países, o suicídio tem se situado entre as dez causas mais comuns de óbito e entre as duas ou três mais frequentes em adolescentes e adultos jovens. O Brasil segue a mesma tendência mundial, apesar de deter índices inferiores.

No Brasil, a cada hora uma pessoa morre por suicídio. Apesar de menor, o número é chocante e alarmante: para cada óbito por suicídio, há no mínimo cinco ou seis pessoas próximas ao falecido, cujas vidas são profundamente afetadas emocional, social e economicamente. Outro alerta: estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o de suicídios em pelo menos dez vezes. No Brasil, até há pouco tempo, o suicídio não era visto como um problema de saúde pública. No final de 2005, o Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho com a finalidade de elaborar um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, com representantes do governo, de entidades da sociedade civil como o CVV, e das universidades.

Em agosto de 2006, foi publicada uma portaria com as diretrizes que deverão orientar tal plano, cujos principais objetivos são: desenvolver estratégias de promoção de qualidade de vida e de prevenção de danos, promover a educação permanente dos profissionais de saúde de acordo com os princípios da integralidade e da humanização, além de informar e sensibilizar a sociedade de que o suicídio é um problema de saúde pública e que pode ser prevenido

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